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Aurora
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abstratos abstracts

cerâmica pottery

fauna brasileira e outros brazilian fauna and other

Devo minha iniciação ao desenho a Vincenzo Gaetano Onorato Mecozzi (Frascati, 1909 — São Paulo, 1964), meu professor no Curso Colegial, que, por assim dizer, apreciou uma cena expressionista em que eu interpretava a morte de meu cachorro, com a observação: “está desenhando bem”. O estímulo, especialmente naquela idade, foi muito importante. Além das pinturas em cores (pastel e lápis de cera) trabalhei com guache e lâmina sobre papel oleoso, uma técnica à qual Mecozzi nos introduziu e que dava bons resultados, embora perecíveis. Sinto não ter me esmerado em outras técnicas com ele. Como diz minha colega (também pintora) Catarina Sant’Anna, a técnica liberta. Como sempre apreciei caricaturas e charges, esforcei-me por retratar dessa maneira algumas pessoas para mim marcantes. Depois de longo hiato dedicado a outras travessias, durante um cursinho para a faculdade de Arquitetura (projeto que não levei adiante), em que fui colega e admiradora de Chico Caruso, minha colagem de cadeiras que se desdobravam foi apontada como uma das melhores. Novo hiato. Retomei a pintura bem mais tarde, inspirando-me (geneticamente) em minha tia (Rosina Galperti), que fora aquarelista e affreschista de valor, apesar de nunca haver participado de nenhuma exposição. Pintar tornou-se meu descanso das leituras (e escrituras) continuadas e, agora, meu hobby. Frequentei um curso de desenho no MAM (São Paulo) com Dudi Maia Rosa onde me conformei com a “observação”: a melhor das técnicas, para quem não domina outras, que, entretanto, fui aos poucos criando por mim mesma, empiricamente. Em processo, misturo materiais e formas até que, em certo momento, aqueço: sinto que atingi um momento único, e aí sou tomada por aquela espécie de afã criativo do artista e, quando o resultado, sempre inesperado, é bom, sinto-me exultante. Embora me saia bem no abstrato, meu interesse (como o de Velázquez e de Bacon!) é o retrato. Conseguir captar a expressão (a “alma”?) do que é vivo é meu maior desafio. 

I owe my drawing initiation to professor Vincenzo Gaetano Onorato Mecozzi (Frascati, 1909 — São Paulo, 1964), who taught me at College and particularly appreciated an expressionist scene w here I interpreted the death of my dog. Stimulus at that age proved important. Beyond color pictures (pastel and wax pencil) I worked with gouache and blade on paper, a technique Mecozzi taught us, although, alas, the result was… washable. I regret not having learnt more techniques at the time: as painter Catarina Sant’Anna uses to say, technique makes free. Since I had (and I still have) a penchant for charges and cartoons, I tried to portray remarkable figures in such a way. After a long break due to other projects I started a preparation course in Architecture which I shared with Chico Caruso, one of our best cartoonists. I didn’t take Architecture but during the course my collage of unfolding chairs was pointed as one of the best. After a new break I restarted painting as an homage I wanted to pay to aunt Rosa Galperti, a fine, although unknown, water color and affresco artist. It became my hobby and a repose reading and writing (my professional duties). I attended a drawing course at MAM (Modern Art Museum of São Paulo) with artist Dudi Maia Rosa and I put up with the idea of “observation” being the best of Methods – for those, as myself, who do not master other, of course. But, as time went by, I started creating my own techniques, empirically. During the process of painting I keep mixing forms and materials till I feel I reached the unique moment of creative fever. When the result is good it’s an exultation. Although well succeeded in abstract painting my main interest (like Velazquez’s and Bacon’s!) is portraying. When I feel I really caught a living being’s expression (the soul?) I am wholly rewarded.